Ciclo de Cinema África Lusófona

Concebido pelos leitorados do Instituto Camões nas Universidades de Hamburgo e Helsínquia, o ciclo reúne alguma da mais recente cinematografia realizada sobre os países africanos de língua portuguesa.

Entre Abril e Julho de 2007, foi já exibido (em simultâneo) em Hamburgo e Berlim. Contando com a coordenação geral do docente do IC em Helsínquia, seguiu-se a sua itinerância em Estocolmo (realizada de 5 a 8 de Novembro de 2007).

Em Fevereiro, e em regime de parceria entre os leitorados de Português em Helsínquia e Vilnius, o ciclo será exibido nas duas cidades, contando com a presença de Nuno Sena, crítico de cinema. Este, durante a sua palestra, apresentará o ciclo, tendo como pano de fundo o cinema português em geral. Para tal, recorrerá ao enquadramento histórico dos filmes, a sua situação temporal e uma abordagem ligeira da problemática Portugal / ex-colónias portuguesas. Após a visualização de cada filme, responderá a questões colocadas pelo público.

Os eventos terão lugar no edifício “Porthania” da Universidade de Helsínquia (dia 22) e no Cinematógrafo (Vilnius, dia 23).

A partir de Abril, o referido ciclo será exibido nos leitorados do IC na Polónia e em várias universidades alemãs (previsivelmente Augsburgo, Leipzig, Colónia, Mainz, Freiburg, Saarbrücken) e ainda em Salzburgo (Áustria), sob a coordenação da leitora de Hamburgo.

Eis os filmes incluídos no referido ciclo (a configuração dos filmes depende de cada leitorado):

 

1. PRETO E BRANCO

PRETO E BRANCO

Realização: José Carlos de Oliveira
Portugal, 2003, 110 min.
legendas em inglês

Um Homem Branco, Um Homem Negro. Os dois encontram-se em Moçambique, em plena guerra colonial, quando o Homem Branco, na conclusão de uma operação especial no mato captura o Homem Negro, acabado de chegar a África como voluntário para a luta dos movimentos da libertação. Por acidente, perdem o contacto com o transporte que os deveria recolher, encetando uma longa caminhada em território inimigo.

 

2. O HERÓI

O HERÓI

Realização: Zezé Gamboa
Portugal/Angola/França, 2004, 90 min.
legendas em inglês

Sinopse: Vitório pisa uma mina, perde uma perna e é desmobilizado do Exército angolano. Nas ruas de Luanda, vai descobrir que a guerra continua e se trava em cada esquina. Com Joana, sonha com um amor impossível. Com Judite, reencontra a sua condição humana. Com Manu, inventa uma família possível.
Após trinta e seis anos de guerra, Angola é um país dilacerado cuja população luta desesperadamente por uma mudança. Vitório, mutilado de guerra, é um herói entre milhares, a sua luta para conseguir uma vida normal é um épico no dia a dia de Luanda.

 

3. KUXA KANEMA

KUXA KANEMA

Realização: Margarida Cardoso
Portugal, 2003, 52 min.
legendas em inglês

Sinopse: a primeira acção cultural do governo moçambicano logo após a independência (1975) foi a criação do Instituto Nacional de Cinema (INC). O novo presidente, Samora Machel, tinha especial consciência do poder da imagem e de como utilizá-la para construir uma nova nação socialista. Mas a República Popular de Moçambique passou a ser a República de Moçambique: da grande empresa que foi o INC não sobra quase nada e apodrecem, esquecidas, as imagens que são o único testemunho dos 11 primeiros anos de independência, os anos da revolução socialista. Este documentário apresenta tanto o INC como a história de uma jovem nação africana.

 

4. DOIS MUNDOS

DOIS MUNDOS

Realização: Graça Castanheira
Portugal, 2000, 52 min.
legendas em inglês

Sinopse: Rita é uma jovem missionária que trabalha em Moçambique. É membro de uma ONG de inspiração cristã, os Leigos para o Desenvolvimento, e coordena um projecto de escolas primárias bilingues no Niassa, a mais remota província do país. Dois Mundos acompanha os esforços de Rita na tentativa de compreender a cultura e a religião locais, de forma a aproximar-se do povo moçambicano, o seu trabalho e as suas dúvidas.

 

5. OUTRAS FRASES

Outras Frases

Realização: Jorge António
Portugal, 2003, 82 min.
legendas em inglês

Sinopse: através da pesquisa, estudo e reinterpretação de elementos tradicionais, Ana Clara Guerra Marques, coreógrafa e bailarina angolana, tem procurado ao longo dos últimos 20 anos criar novas estéticas e linguagens para o desenvolvimento pioneiro de uma dança contemporânea angolana. Este filme mostra-nos o seu trabalho artístico e pedagógico tendo como pano de fundo a história política e social de Angola.

 

6. NHA FALA

NHA FALA

Realização: Flora Gomes
Portugal/França/Luxemburgo 2003, 90 min.
legendas em inglês

Sinopse: Nha Fala conta a história de uma jovem guineense proibida de cantar pelos pais, consequência de uma maldição ancestral que condena à morte todas as mulheres da família que ousem quebrar esse tabu. Ao optar por estudar em França, Vita resolve cantar e gravar um CD, cujo sucesso é imediato. Com medo que a sua mãe descubra que quebrou a promessa, decide voltar e encenar a sua própria morte para melhor ressuscitar. É uma história contemporânea que pretende construir uma ponte entre Europa e África e apresenta uma nova geração que respeita as tradições, mas que quer viver no seu tempo.

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2 Responses to Ciclo de Cinema África Lusófona

  1. Edelúcia Pimentel diz:

    Estou pesquisando a África Lusófona contemporanea no cinema e gostaria de saber como conseguir os filmes citados, eu moro em Salvador-Bahia-Brasil.
    Muito grata.

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